PASSEIO CULTURAL PELO GLOBO TERRESTRE

Autores
Mário Carabajal
Robles Máximo

Uma viagem em torno do mundo, saindo de Boa Vista no Estado de Roraima.
 Neste passeio cultural, conhecemos particularidades e potencialidades de cada um dos Estados brasileiros e países por onde passamos. Nosso passeio Cultural pelo Globo Terrestre é organizado pelo escritor Mário Carabajal. Enquanto dentro do Brasil, o texto e pesquisa é assinado por esse mesmo escritor. Ganha porém, complexidade na rota internacional, na narrativa em espanhol, por Robles Máximo, com tradução e atualização por Mário Carabajal..

Este livro compõe, tanto para turistas, estudantes, professores e pesquisadores, uma fonte bastante simplificada de cultura geral, atualizada, em uma linguagem dinâmica narrativa, proporcionando àqueles que nos acompanham, através da leitura, a oportunidade de, cultural e literariamente, conhecerem  o mundo, ou melhor, obterem um número significativo de informações sobre diversos países, passando, após lerem nossa pesquisa, a um "status" culturalmente natural superior àqueles que não tenham tido este privilégio. Coloco desta forma, aparentemente "vaidosa" a importância deste material, por haver sido pesquisada a partir da experiência e vivência real e concreta, da parte internacional,  pelo Ph.I  Miguel Máximo Angel Robles Tejada, de 79 anos. Nossa pesquisa deteve-se em ouvir seu español, suas "histórias" e montar esta maravilha que hoje dividimos com cada um de vocês. Com a finalidade de oferecer ao leitores um material atualizado, lançamos mão da edição “Mundo 2001/Abril”, de onde acrescemos, ao longo da narrativa do itinerário internacional memorial de Máximo, inserções, permitindo aos pesquisadores, professores, estudantes ou mesmo turistas, dados atuais e precisos. Robles Máximo foi pracinha no Canal de Suez; esteve nos bancos das mais renomadas universidades em todo o mundo. Sua narrativa memorial experimental, ultrapassa em muito este pequeno livro, mas sem dúvidas, àqueles que o lerem, poderão ter uma leve idéia do ser e experiência de quem, para nosso privilégio, conhecemos e convivemos por algum tempo; Miguel Máximo Angel Robles Tejada, a quem consideramos como a maior personalidade cultural e intelectual da Venezuela, com quase um século de existência, nascido em 1919, pouco ou quase nada reconhecido em seu próprio país, todavia, em seus projetos e buscas, movimentou Presidentes, Reis, Sultões, Princesas, Primeiros Ministros e personalidades do mundo inteiro.

Aqui, um passeio pelos olhos e lembranças deste imortal pesquisador, em nosso ver, merecedor de vários Prêmios Nobel, entre eles, "Da Paz" ; "Das Ciências"; “De Ecologia” e mesmo em “Astrofísica”. Apontado pelo Conselho Nacional das Academias de Letras do Brasil, em 2000, para o Prêmio Nobel de Ecologia, devido ao seu grande projeto de “reordenamento ecológico mundial” envolvendo as maiores bacias hidrográficas do planeta.

Na leitura deste livro, geografia, antropologia, política, história, filosofia, agricultura, estatística, e economia, dentre todos os demais ramos científicos  mundiais, são aspectos ampla e intrinsecamente contidos.       

RORAIMA/BRASIL
Como ponto de saída escolhemos a cidade de Boa Vista, no extremo norte do Brasil. Capital do Estado de Roraima, com pouco mais de trezentos mil habitantes, com um universo eleitoral inferior a duzentos mil eleitores. Roraima tem como base de sustentação econômica, ainda em 2001, os recursos da União. Cidade com cem anos, todavia, pela condição de Roraima como Território Federal, passando  à condição de Estado com pouco menos de dez anos da data de publicação deste livro.

Em 1983, Carlos Reinaldo C. Lopes, faz a viagem por terra, em um automóvel SP2, entre os pontos extremos do Brasil; Chuí no Rio Grande do Sul e Monte Caburaí, na serra do Pacaraima ao norte em Roraima, na nascente do rio Ailã, marco de fronteira do Brasil/Roraima, com a Guiana e Venezuela, dando sustentação científica à proposição de 1958 de Robles Máximo, que passa a substituir o famoso “do Iapoque ao Chuí”. Na atualidade, centenas  de novas comprovações somam a teoria robleniana, cientificamente comprovada pelo paraquedista gaúcho Carlos Reinaldo C. Lopes.

As potencialidades de Roraima são muitas. Por pesquisas, constatamos ser este Estado, o mais rico do país. Isto, pelos fortes potenciais minerais como: ouro, diamante, cassiterita entre outros. Um dado curioso deste promissor Estado ocorreu quando do governo do Presidente Collor, quando recebeu propostas do governo japonês para liquidar a dívida externa brasileira em troca da exploração, por vinte anos, de minérios, de uma porção de vinte por  cento de Roraima. O que não foi aceito, preferindo o então Presidente, atender as pressões do Senado americano, fechando os garimpos. Nesta época, o mercado americano, sua Bolsa de Valores, sofreu grandes quedas ocasionadas pela exploração, por apenas seis meses, destes garimpos.

Muitos foram os prejuízos refletidos em perdas de maquinários e investimentos quando, subitamente, estes trabalhadores viram sendo dinamitadas as pistas de pouso para pequenos aviões.

Um outro forte potencial ainda não explorado também em Roraima, são os lavrados. Tivéssemos subsídios tanto para a criação de pastagens, utilizando-se a grama “bermudas” resistentes as temperaturas altas do norte do Brasil, com conseqüente criação de búfalos, raça também resistente a temperaturas elevadas, teríamos, em um curto espaço de tempo, um dos maiores rebanhos bovinos do país.

A mandioca gigante, da região do Apiaú, no Estado de Roraima,  segundo Robles Máximo, pode produzir até 300 litros de álcool em uma tonelada de matéria prima. Enquanto que a cana, segundo especialista Wilson Mota Figueiredo, diretor em 1994 da Usina de beneficiamento de álcool “Abran Lincoln”, única da Região Norte, situada no município de Medicilândia no Pará, produz 80 litros de álcool em uma tonelada de matéria prima. Pelas recentes assinaturas de  acordos internacionais, em se misturar álcool a gasolina, objetivando-se diminuir o lançamento de gases poluentes com efeitos danosos ao meio ambiente e elevação da temperatura do planeta, Roraima tem, nesta perspectiva cientificamente levantada por Robles Máximo, a possibilidade de participar ativamente do mercado internacional de combustíveis, bem como, otimizar nossos lavrados. Isto, de forma integrada aos últimos apelos de evolução com preservação do meio ambiente, deixado-nos pelo Ph.I – Philósofo Imortal Robles Máximo.

Essa mesma região supra, Apiaú, recebeu em 1980, cento e sessenta famílias gaúchas de agricultores, lideradas por Sivirino Pauli. Essas famílias,  foram conduzidas em avião especialmente fretado pelo então governador Amaral de Souza, do Estado do Rio Grande do Sul. Na atualidade, 2001, segundo matéria publicada na edição de  fevereiro  da revista Perspectiva Amazônica, do grupo Folha de Boa Vista, produtores daquela região, se organizam em um novo modelo de exploração ambiental, com bases sustentáveis. O Apiaú, tem como administrador, Flori Gonçalves, um dos participantes, ao lado de Landico Vilanova e Romeu Ferst, sob a orientação geral de Sivirino Pauli,  da iniciativa de 1980, quando, com sucesso, colonos sem terras da região de Cruz Alta, no RS, foram assentados em terras roraimenses, atendendo a acordos entre Estados extremos. Era governador em Roraima, Ottomar Pinto e no  Rio Grande do Sul, Amaral de Souza. .

Robles Máximo, em sua pesquisas concluíra que tanto o “kenaf” quanto a madeira de lei “kiri” (àquela utilizada nas carrocerias das Toyotas) são boas opções de investimentos a ser incentivado pelo governo de Roraima.

O potencial turístico não é menos privilegiado, as montanhas, rios, matas e igarapés, formam um imenso cartão postal, faltando apenas investimentos de subsídios dos governos no sentido de atrair investidores para a construção de hotéis e projetos ecológicos. Segundo Robles, necessitamos de um governo que invista sem receio no potencial turístico roraimense. Subsídios a produções de filmes, aproveitando-se os cenários naturais, podem retornar em afluxo turístico, o que representa divisas econômicas.

Notas:
Os prefeitos Tereza Jucá e Ottomar de Souza Pinto, dão requinte ao turismo da capital de Roraima – Boa Vista. A primeira, entre 1992 e 1996 - pela criação do Complexo Airton Senna, dando lugar ao esporte e lazer sócio desportista e o segundo,  - entre 1996 e 2000, pela criação da Praça das Águas. Esta, também voltada ao lazer sócio comunitário. Ambas as obras, concentram  as populações que buscam descontração em todos os finais de tarde. Ottomar, deixa mais duas grandes marcas como prefeito, o Portal do Milênio, que já foi motivo inclusive de um romance onde figurava como um “Portal do Tempo” com possibilidade de chegar ao cinema – e o primeiro viaduto do Estado de Roraima. Ottomar,  quando governador, entre 1990 e 1994, conseguiu o ineditismo no campo social ao construir em quase a totalidade dos bairros de Boa Vista, piscinas públicas, com excelente acabamento, com “mini-piscinas/parques” infantis, oferecendo à população carente, desde o exame médico às vestes de banho. Teresa Jucá, em janeiro de 2001, imediatamente ao assumir a prefeitura, já demonstra dinamismo e disposição ímpar. Em toda a cidade de Boa Vista, bairro a bairro, quadra a quadra, casa a casa, as equipes de limpeza da prefeitura fazem-se presentes, capinando, retirando entulhos, pintando meio-fio (...).

Culturalmente, na literatura, Roraima conta com a Academia Roraimense de Letras, fundada em 1989, pelo Ph. D. Mário Linário Leal, paranaense, com um longa carreira no direito internacional. Com diversos livros publicados, no Brasil e exterior, Linário Leal, torna-se mundialmente conhecido com o livro “O Planeta Terra Transportado” um misto de ficção e realidade que encontra-se em negociações  para a roteirização para o cinema. Faleceu na década de noventa. O escritor Dorval de Magalhães, com diversos livros publicados, com circulação nacional, como “Este Mundo Está Doente” e “Roraima – Informações Históricas”, é homenageado e empossado membro de diversas Academias de Letras em todo o Brasil, como a Academia Paulistana de Letras e Academia Uruguaianense de Letras, esta última, do Rio Grande do Sul. Dorval, assume a presidência da Academia Roraimense de Letras. Ainda em 2001, o escritor Dorval de Magalhães é mantido a frente da maior instituição cultural de Roraima, responsável pela difusão do Estado no Brasil e em todo o mundo. Na década de 90, o Escritor Adair Santos, é convidado a participar da Feira Internacional de Livros, ocorrido todo o ano, na cidade de “Frankfurt” na Alemanha. Diversos membros, têm suas obras projetadas mundialmente, tanto em livros, lidos em universidades, e em tantas e infinitas frentes de pesquisas e situações, ou mesmo em seus Sites através da internet.

Em 2001, Roraima adianta-se aos demais estados brasileiros e cria a ACADEMIA DE LETRAS do Brasil, acolhendo um escritor de cada município brasileiro, dando início, ao maior movimento de fomento a cultura literária e científica de toda a história do Brasil. Através dos primeiros membros fundadores, um em cada município, é previsto o surgimento das academias municipais, e destas, mais tarde, as academias escolares de letras. Neste mesmo ano, a Academia de Letras do Brasil fomenta o surgimento da “literoterapia ou literatura clínica” e lança para o mundo cultural e científico nacional e internacional, as bases à defesa de teses em nível de doutorado em Ph.I – Philosofia Imortal, contemplando pensadores, com teses voltadas para os sublimes ideais de necessidade máxima sócio-existencial. Dentro do Site da ALB, encontramos, muitas respostas à perguntas existenciais humanas, como a origem do pensamento e estágios de evolução psicomaturacional da consciência humana, entre uma infinidade de informações científicas e culturais.

Na música, todos os anos, surgem novos valores, propiciados pelo FEMUR, - Festival de Música de Roraima. Joemir Guimarães, é a maior expressão musical deste Estado, tendo suas músicas, circulação nacional, meio aos mais exigentes disquei-jóqueis do país. Também, o cantor e compositor Dagmar Ramalho, bem representa a boa composição roraimense. Com inspiração pura e natural, longe de drogas e estímulos químicos à fluidificação de suas veias poéticas e de canto.

Na fotografia, Platão Arantes;  Rucker Vieira; Nelson e Alfredo Maia, dividem os melhores clics artísticos, postais, jornalísticos e sociais.

Nas Artes Plásticas, encontramos o fenômeno Anísio Fernandes, ao lado de Zoodeon, com as telas mais cobiçadas e disputadas por suas assinaturas, expressões  e talento. Destacam-se também as escritoras e artistas plásticas; Maria Augusta e Maria Luíza.  

Na escultura, desponta só, sem concorrência, o também escritor, Afonso Rodrigues.

A culinária roraimense se faz a base de peixe. Roraima é o Estado menos populoso do Brasil. Em dois mil, a população é prevista em 300 mil habitantes. Ainda, são acusados casos de malária e febre amarela neste Estado.

O Monte Roraima, com 2.739,3 metros, na serra do Pacaraima, é cenário inigualável para roteiros cinematográficos, reportagens e turismo. Somente este Monte, atrai para Roraima, parte do turismo nacional e internacional. Contribui significativamente para o turismo, a “Pedra Pintada” – sítio arqueológico de roteiro internacional. Como o maior atrativo ao turismo, encontramos os cavalos selvagens, nunca tocados pelo homem. Contribuiu muito na difusão ao turismo roraimense, o escritor europeu, Frei Gaspar de Carvajal, difundindo em seu diário de “Descobrimento do Rio Amazonas” de 1542, quando acompanhando as expedições do desbravador Orellana. Nesse diário, constam famosas lendas, como a  das “Mulheres Amazonas”, nuas, montadas em cavalos selvagens, e do “El Dorado”, com cunhos em elementos historicamente concretos, reunidos mais tarde pelo escritor e pesquisador chileno Roland Stevenson, em “Uma Luz nos Mistérios Amazônicos – A Light On The Amazonian Mysteries” – o que nos leva a crer, não tratarem-se de lendas, mas de relatos reais vividos e testemunhados por Frei Gaspar de Carvajal. As pesquisas de Stevenson, renderam-lhe o  V Prêmio Suframa de História/1988 – com patrocínio editorial pela SUFRAMA – Superintendência da Zona Franca de Manaus. Entre os expedicionários que acompanharam as pesquisas de Stevenson, encontrava-se, o Presidente em 2001 do Instituto Geográfico e Histórico de Roraima, Escritor e Pesquisador Amazonas Brasil, e  o Deputado Federal por Roraima, Salomão Cruz.

De Roraima passamos para o Estado do Amazonas, percorrendo por terra, aproximadamente, 700 km na BR. 174. Estrada totalmente asfaltada. Entre o Estado de Roraima e o do Amazonas, passamos pela mundialmente comentada “Reserva dos Índios Ianomamis”. Também, pelo “Marco do Equador” – linha imaginária que divide o mundo em dois hemisférios, -  Norte e Sul.  O responsável principal, executor da BR. 174, foi o Governador roraimense Neudo Ribeiro Campos, responsável também, pelo contrato bi-lateral Brasil/Venezuela, à canalização ao Estado, com a Energia de Guri venezuelana, de onde, até o final de 2001, ano em curso,  é esperado o fim dos racionamentos constantes de energia. O Estado de Roraima limita-se ao norte, com os países: Venezuela e Guiana Inglesa, e ao sul, com o estado brasileiro, Amazonas.

No ano de 1997, a Academia Roraimense de Letras lança sob o título “Cultura Ativa” a campanha “Mais $ Recursos para os Municípios do Interior” – trazendo a Roraima, o Dr. Imar Araújo, diretor de planejamento da SUFRAMA – Superintendência da Zona Franca de Manaus, o que resultou, nos anos seguintes, em investimentos na ordem de 240 milhões de reais, divididos entre os municípios interioranos, não só de Roraima, como dos demais estados que compões a região Norte.

AMAZONAS/BRASIL
Ao chegarmos na capital do Estado do Amazonas, deparamo-nos com o monumental Teatro Amazonas, com a famosa Zona Franca de Manaus e as mundialmente conhecidas facções de  alegria traduzidas em música e dança dos “Bois” Garantido e Caprichoso ganhando muito impulso em 83/86 quando era Prefeito de Parintins “Gláucio Gonçalves, tendo como seu vice o executivo e comunicador,  competente e entusiasta EDUARDO COSTA, dando os últimos e decisivos retoques ao lado do maior embaixador do folclore parintinense, o próprio Governador Amazonino Mendes. Esses grupos nos diz o próprio Ex-Vice-Prefeito e Prefeito EDUARDO COSTA, (...)de música e dança, Garantido e Caprichoso, têm conquistado o turismo internacional, bem como, a simpatia mundial. O festival folclórico de Parintins “decolou” entre 1993 e 1986. O visionário Governador do Estado do Amazônas, Amazonino Mendes,  verificando que a festa folclórica ganhava projeção nacional, construiu o “bumbódromo” com capacidade para 35 mil pessoas sentadas. A partir desse momento, através do seu maior relações públicas, o próprio Governador,  atraiu o interesse da Coca-Cola, para assumir o controle da mídia nacional e internacional. A Coca-Cola,  passou a patrocinar com direito de exploração de propaganda na arena do bumbódromo, onde se desenrolam as toadas, com evoluções dos bumbas, envolvendo até seis mil pessoas para cada agremiação folclórica.. Uma curiosidade: - a Coca-Cola usa em sua marca, padronizada internacionalmente, a cor vermelha (...) Continua EDUARDO COSTA (...) os representantes do boi Caprichoso exigiram o uso da cor azul. Só aceitariam a assinatura do contrato, se do lado do Caprichoso, a Coca-Cola aparecesse na cor azul. Isto rendeu muita discussão dentro e fora do país. Pois, pela primeira vez, na história dessa indústria o azul ganha a marca. A Coca-Cola cedeu, enfrentando problemas sérios com a administração mundial. Tudo isto, elevou, o “Festival Folclórico de Parintins” a igualdade com o carnaval carioca,  considerando as duas maiores festas folclóricas do mundo. A terceira maior festa folclórica mundial, nos diz EDUARDO COSTA, encontra-se na China. O contrato com a Coca-Cola, foi assinado  por volta de 1986.

No Rio de Janeiro, as escolas desfilam ao longo da avenida Marquês de Sapucaí e se  dispersam na apoteose. Elas, utilizam  um só samba enredo e uma hora e vinte minutos no desfile. Já no festival folclórico de Parintins, são dezesseis toadas, sendo que cada toada representa um espetáculo a parte e ocupam o tempo de três horas para os seus desfiles. As noitadas de 28, 29 e 30 de junho, são dedicadas aos espetáculos que os bumbas, Garantido e Caprichoso, apresentam para o público turístico.

Detalhes do Festival:
- cada noitada é um espetáculo diferente, nada é repetitivo. Esta é a grande diferença do “Festival Folclórico de Parintins” para o “Carnaval Carioca”.

-tem toadas de rituais sagrados, outras que expressam a dança indígena, a vaqueirada, amo do boi, a da cunhã-poranga (a mais bela mulher da tribo) e outras. Enquanto isso, a arena vai enchendo dos brincantes... dentro em pouco, registra-se até 6 mil pessoas na arena. À medida em que vai aumentando o número de participantes, a emoção vai tomando conta do povo. Os efeitos visuais utilizados pelos bumbas são coisas de cinema. É indescritível(...) finaliza EDUARDO COSTA. O carnavalesco Joãozinho Trinta, uma das maiores expressões do carnaval do Rio de Janeiro,  afirmou categoricamente:

“não existe espetáculo mais emocionante, empolgante e maravilhoso do que o festival folclórico de Parintins. Aqui é que eu vim aprender mais. Uma festa que envolve o povo, uma festa fascinante”.

Já o mega empresário Bill Gates disse ser a festa mais surpreendente que ele já vira no Planeta. Bill Gates, patrocinou o espetáculo folclórico, apresentado  pelos dois bumbas, Caprichoso e Garantido para mil convidados especiais que viajavam no seu transatlântico particular, e que encontrava-se em visita à Amazônia. Bill Gates ficou fascinado com a festa. EDUARDO COSTA, em sua época de comunicador, chegou a apresentar o boi Garantido, em 1981,82 e 83 junto com o Paulinho Farias, apresentador oficial. Arlindo Júnior apresenta o boi Caprichoso. O artista plástico André Ferreira, durante o tempo que esteve envolvido com o boi garantido, em 1997, 98 e 99, realizou o trabalho de confecção de “Tuxauas de  Luxo”, conquistando o título de campeão do festival folclórico. André Ferreira, lembra-nos os grandes artistas de Hollyood. Em uma só noite o festival já recebeu 45 embaixadores e vários artistas de fama mundial.

Enquanto o Brasil exporta alegria e felicidade para o mundo, vemos outros países, infelizmente, fomentando discórdias, resultando em milhares de mortes.

“...guerrilhas, seqüestros e terrorismos, o que resulta em perdas de vidas que muito bem poderiam estar à serviço da Humanidade, com obras que dignificassem o ser humano, que é a obra prima de Deus...” completa Eduardo Costa.

O Amazonas é o mais extenso estado do Brasil, e abriga a  maior bacia hidrográfica do Planeta – o Rio Amazonas. Além de situar-se, em seus limites, a segunda maior floresta do planeta – a Floresta Amazônica. Vinte por cento das espécies que compõem a flora e fauna mundial, encontram-se na Amazônia brasileira. Sua capital  Manaus  com mais de dois milhões de habitantes no ano dois mil, e municípios do interior, contam com uma alavanca econômica de desenvolvimento de indústrias e montadoras incentivadas e financiadas pela SUFRAMA - Superintendência da Zona Franca de Manaus. Em dois mil, através de medida provisória 2.052 o Governo Federal, acertadamente, criou dispositivos preventivos e impeditivos à biopirataria, o que deverá reverter em divisas biotecnológicas em curto espaço de tempo ao Brasil. 60 mil, das 260 mil espécies de plantas cientificamente catalogadas no mundo, também encontram-se no Estado do Amazonas.

Em 1996, o Presidente pró-tempori do Conselho Nacional das Academias de Letras do Brasil e Vice-Presidente da Academia Roraimense de Letras, fez, em Brasília, um amplo trabalho de divulgação junto ao Governo Executivo Federal  e Congresso Nacional, onde foi oferecido ao então Presidente do Senado,  José Sarney, em livro síntese  de propostas, o ante-projeto onde evidenciava-se necessidades à canalização das biotecnologias amazônicas,  maximizando-se os potenciais naturais da região. A  proposta inicial, previa a criação de um Centro Nacional de Pesquisas Bio Amazônicas. Nele, receberíamos pesquisadores de todas as universidades públicas do país, passando a exportar em curtíssimo espaço de tempo, biotecnologias.  Como resultado, em 1997, o Governo Federal deu início ao programa CBA pelo “Probem” com modificações significativas, viabilizando a afetiva operacionalização sustentável de ações. O que passa a agregar valor à diversidade biológica da região amazônica, transformando-a em produtos para o mercado por meio da exploração econômica sustentável, para evitar que as pesquisas sejam feitas no exterior.

As ações do “Probem” são executadas com o auxílio da Associação Brasileira para o Uso Sustentável da Amazônia (Bio Amazônia), uma organização social de direito privado, composta de 40% de membros do governo e 60% de representantes da sociedade. A SUFRAMA, Superintendência da Zona Franca de Manaus, financia economicamente o projeto. Entre suas tarefas principais, segundo a redação do Almanaque Abril 2001, estão a implementação e a administração dos laboratórios, a articulação da rede de biotecnologia, a captação de recursos para a biodiversidade e o trabalho com a questão da propriedade intelectual. Em nossa proposta inicial, ante projeto, apontávamos para os resultados e avanços em produtos farmacológicos, energéticos e alimentares. A intenção, é transformar o CBA, em um centro de excelência e referência mundial nessa área. Além de estabelecer contratos com as indústrias farmacêuticas internacionais, para a pesquisa de princípios ativos de novos fármacos. Aproximadamente 120 produtos da medicina alopática, de origem brasileira, já têm conquistado mercados internacionais. Imagine-se quando estivermos com nossos pesquisadores, representantes de todas as universidades brasileiras em meio a floresta amazônica, pesquisando, produzindo riquezas em divisas biotecnologicamente avançadas. Atualmente, o mercado de fármacos gera 350 bilhões de dólares no mundo e 11 bilhões só no Brasil. A previsão, é que ainda em 2001, com 60 milhões de dólares de orçamento, já encontre-se implementado o projeto.

O estado brasileiro do Amazonas, limita-se:

Norte: com os estados brasileiros: Amazonas e Amapá. Faz fronteira com os países: Venezuela (língua espanhola); Guiana Inglesa (língua inglesa); Suriname(língua inglesa); Guiana Francesa (língua francesa).

Oeste: com o estado brasileiro: Acre, e o país: Colômbia (língua espanhola).          Leste: com o estado brasileiro: Pará.

Sul: com os estados brasileiros: Rondônia e Mato Grosso.

PARÁ/BRASIL
Deixamos assim, o estado brasileiro do Amazonas em direção Leste, entrando no estado brasileiro do Pará. Sua capital é Belém. A maior referência humana que passou por este estado, como político, e foi prefeito de Belém,  que temos conhecimento, foi o escritor e sociólogo Carlos Lucas de Souza, falecido aos 93 anos no Rio de Janeiro, em 1995, autor do livro “O Raiar de Um Novo Mundo” – Este ex-prefeito e imortal escritor, Carlos Lucas de Souza, é o Patrono do Conselho Nacional das Academias de Letras do Brasil. Para o nosso privilégio, o conhecemos em 1993, quando a trabalho, encontrávamos em Brasília. Seu filho, Henrique Arthur de Souza, é o atual Presidente Mundial da ONG Planeta Verde; - organização internacional com finalidades humanas sócio-evolucionistas. Em 1996, Henrique Arthur de Souza, lança para o mundo no Hospital Maternal da L5 em Brasília, a campanha “Muda Planeta” onde durante todo um dia, com a presença de representantes de Embaixadas, Secretários de Estado, representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, eram entregues aos pais de crianças recém nascidas, uma muda de árvore frutífera, acompanhado de um registro especial de nascimento, onde, além dos dados do bebê, a ONG – Planeta Verde solicitava, o plantio e manutenção da muda, em homenagem a chegada do novo ser. Esta campanha, continua e propaga-se por diversos municípios em todo o Brasil e mundo. Já está se tornando tradição no seio de muitas famílias. Nós, aplaudimos e fomentamos tal iniciativa, por representar um belo caminho de futuro para a humanidade, necessitando ser seguida e difundida cada vez mais. Henrique Artur de Souza, segue os passos do inigualável escritor Carlos Lucas de Souza, seu pai, participando ativamente das mudanças axiológicas à que necessitam a humanidade. Belém é uma cidade moderna, ampla, foi fundada em 1616. Na atualidade, em dois mil, segundo o IBGE, contava com uma população de um milhão e duzentos mil habitantes. Quem nasce na cidade de Belém, capital do estado brasileiro do Pará, chama-se “belenense” – em relação ao estado, é chamado “paraense”. Em relação a região, é chamado “nortista”. O Pará, é o segundo maior estado brasileiro em extensão territorial. Em 1999, segundo estatísticas do Ministério da Agricultura, com uma produção de 22 mil toneladas de abacaxi, a castanha do Pará e a borracha, passaram para o terceiro e quarto lugar em importância econômica no Estado. Com esta produção de abacaxi, 233 milhões de frutos, o Pará passa a ser o segundo estado brasileiro na produção desse fruto, perdendo somente para o estado de Minas Gerais. O estado brasileiro do Pará, foi colonizado por portugueses, predominando a religião católica. A devoção e fé em Nossa Senhora de Nazaré e Padre Cícero, reúnem, todos os anos, milhares de fiéis em procissões.

O Pará é um dos estados mais ricos, ao lado de Roraima, em concentração de minérios. 80% da bauxita nacional, sai das reservas paraenses. Da mesma forma, 77%  do cobre, 43% do caulim, 36% do manganês e 15% do ouro nacional. O estado brasileiro de Roraima conta com esses mesmos potenciais, todavia, não explorados.

A Região Norte, onde encontra-se o estado brasileiro do Pará, ocupa a maior extensão territorial do Brasil. São sete os Estados que formam a Região Norte do Brasil:

 - estado do Amazonas ao centro, com  Roraima e  Amapá ao norte,  Pará a leste,  Acre a oeste, e  Rondônia ao sul. Dentro da região Norte, o estado do Amazonas, só não faz divisa com o estado do Tocantins, este, encontra-se a oeste do Acre.

É de vital importância ao desenvolvimento de toda a região norte, a estrada de ligação Transamazônica e também, a estrada Cuiabá-Santarém. Nos períodos de chuvas, é comum, estas estradas ficam por alguns dias intransitáveis, dificultando em muito a escoação de produções agrícolas e extrações  minerais.

MATO GROSSO/BRASIL
Deixamos o estado do Pará, seguindo em direção sul, onde encontramos o estado brasileiro de Mato Grosso, com capital na moderna, ampla, limpa, hospitaleira e aconchegante cidade de Cuiabá, com meio milhão de habitantes. O estado brasileiro do Mato Grosso, apresenta-se em três ecossistemas bem definidos, estudados mundialmente; - o “pantanal” ocupando dez por cento do estado, devido a planície pantaneira, sempre inundada pelo rio Paraguai e afluentes; - o cerrado, com 600 m acima do mar,  ocupa quarenta por cento, e; - a “floresta amazônica”, ocupando cinqüenta por cento do estado de Mato Grosso. A floresta amazônica, abriga um incontável número de espécies vegetais, muitas já catalogadas cientificamente, contudo, milhares encontram-se em expectativas de novas descobertas, tanto à produção farmacológica, quanto alimentar e energética. A fauna, encontra-se entre as duas mais variadas e ricas do planeta, sendo a primeira, a africana. Neste estado, encontramos o famoso Parque Nacional do Xingu, diversas tribos indígenas e  também o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

O estado brasileiro do Mato Grosso, é recordista nacional na produção de algodão, isto se deve, aos incentivos estaduais ao seu cultivo. O soja também encontra em Mato Grosso, os maiores recordes de produção nacional.

A floresta amazônica, estende-se por toda a Região Norte do Brasil e parte da Região Centro Oeste. Esta, compreendida pelos estados brasileiros: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul;  Goiás. A floresta amazônica, abrange, além do Brasil, os países: - Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana Inglesa, Suriname e Guiana Francesa. Todos, contextualizados, na América do Sul.

O Mato Grosso, em 2000, contava com 138 municípios. Na região sul do estado, forte são os costumes e cultura vinda do sul do país.

O estado do Mato Grosso, limita-se:  
Norte:  
Com os estados brasileiros; Amazonas e Pará.
 
Oeste: 
Com o estado brasileiro de Rondônia e faz fronteira com o país de língua espanhola: Bolívia.  
Leste:  
Com os estados brasileiros: Tocantins e Goiás.  

Sul: com o estado brasileiro de Mato Grosso do Sul.

Circulou no jornal Folha de Boa Vista, de 16 de março de 2001, do Estado de Roraima, a notícia de que o plenário do Senado brasileiro, aprovou na quinta-feira, 15 de março de 2001, a proposta de autoria do Senador por Roraima, Mozarildo Cavalcanti, para a realização de um plebiscito para a criação do Estado do Araguaia. O plebiscito deve ocorrer em 2002, onde é previsto a formação desse novo estado, com 52 municípios dos 138 existentes. Este projeto deverá passar pelo crivo da Câmara Federal para, se aprovado, seguir para o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso para fixação e consecução do plebiscito. O governador do Mato Grosso em 2001, Dante de Oliveira, é contrário a idéia do Senador roraimense e faz campanha junto a bancada matogrossense para que o projeto não passe na Câmara dos Deputados.

GOIÁS/BRASIL
Deixamos o estado de Mato Grosso em direção leste, chegando ao estado onde encontra-se a  sede política brasileira – Estado brasileiro de Goiás. Sua capital é Goiânia, cidade com forte mocidade ativa, vida noturna acentuada, grande concentração de veículos, população com cultura geral média elevada. Os paulistas foram os principais colonizadores do Estado de Goiás. A ocupação teve início no século XVII. Os desbravadores paulistas buscavam por riquezas minerais. Na atualidade, anualmente, a cidade de Caldas Novas, devido as fontes de águas térmicas, atrai ao estado de Goiás, mais de um milhão de turistas. Encontramos como forte atrativo de turismo, o Distrito Espeleológico de São Domingos, onde são encontradas as maiores extensões em conjuntos de cavernas da América do Sul, a exemplo do conjunto de cavernas de São Mateus, com mais de vinte mil metros de extensão. São muitas as atrações naturais ao turismo em Goiás; - o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, abriga cânions, saltos, cachoeiras e grandes vales. Excelente à tomadas para filmes, clips, fotos; jornalísticas e turísticas.

Goiás conta com a quarta maior área cultivada com soja no Brasil e destaca-se no cenário nacional, com a maior produção de girassóis do país. Nas estatísticas do Ministério da Agricultura, aparece em 1999, como o segundo maior produtor de algodão em pluma e é líder na produção nacional de grãos.

Goiás em 1988 é dividido em sua região norte, dando lugar ao novo estado do Tocantins.

No estado de Goiás, encontra-se o Distrito Federal – cidade de Brasília,   sede do Governo Federal do Brasil. Com relevo plano, dividido em dezenove regiões administrativas, conta com o Palácio do Planalto, sede do Governo Federal, e Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente da República, além de todos os Ministérios da República, Supremo Tribunal Federal, Supremo Tribunal de Justiça. Abriga ainda, cento e oito Embaixadas de países que mantém relações diplomáticas com o Brasil. Brasília, fundada em homenagem a Tiradentes, em 21 de abril de 1960, construída pelas mãos de trinta mil operários, em quarenta e um meses, durante o governo de Juscelino Kubtschek, foi a única cidade construída no século XX, em todo o mundo, com o fim específico de tornar-se capital federal de um país – o que resultou-lhe o tombamento pela UNESCO como patrimônio cultural da humanidade, devido ao seu valor arquitetônico. A engenharia arquitetônica de Brasília foi de Oscar Niemeyer e a engenharia urbanística, de Lúcio Costa.

Pouco é difundida a origem de Brasília, e os objetivos de levar desenvolvimento para o centro do país, podendo os governantes, assistirem a todas as regiões de forma a não privilegiar a nenhuma em detrimento da sede. Uma forma também encontrada para evitar a disputa interna pela capital federal. Estratégia essa, capaz de manter a unidade em um país de tamanho continental como o Brasil, sem disputas e conflitos internos, o que resultaria em divisões e independências dos estados, criando-se  novos países, por ideais de autonomia e igualdade. Seu idealizador e defensor, de visão futurística, pensador e escritor José Bonifácio, imediatamente após a independência do Brasil, defendeu brilhantemente estas  idéias junto a Assembléia Constituinte, sendo incorporada pela constituição republicana de 1891. Em 1892, o geógrafo belga Luís Cruls, chefiando expedição exploradora ao planalto central do Brasil, definiu onde seria a sede da república.  63 anos depois, em 1954, foi delimitada a área em que se efetivaria a construção de Brasília. Local este, dentro da demarcação Cruls de 1892,  passando a ser conhecido,  como retângulo Cruls.

BAHIA/BRASIL
O correto para darmos a volta ao mundo, seria, desse ponto, continuarmos em direção sul, entrando, ou no estado brasileiro de Mato Grosso do Sul, ou atravessando uma pontinha do estado brasileiro de  Minas Gerais que nos separa do estado brasileiro de São Paulo. Todavia, já que a proposta não é tão somente dar uma volta ao mundo, mas sim, dar uma volta “cultural” ao globo terrestre, vamos subir em direção ao nordeste,  e conhecermos um pouquinho do estado mais populoso daquela região, “Bahia”, culturalmente forte e influente em todo o Brasil. O prato do acarajé, para os baianos, é como o churrasco dos gaúchos, ou o peixe dos roraimenses. Um estado eminentemente praiano, atrai milhares de turistas de todo o mundo anualmente por possuir a maior faixa litorânea do Brasil, - é banhado pelo Oceano Atlântico. O estado da Bahia,  tem um “ventre” artístico, parece dar a luz a cantores e compositores que ganham em simpatia, ritmo e expressão, todo o povo brasileiro. Sua principal fonte econômica sustenta-se no turismo, seguida da agricultura e mineração. Sua capital, Salvador, foi a primeira capital do Brasil. Em 1549, Tomé de Sousa, primeiro governador-geral brasileiro, construiu especialmente São Salvador, para sediar a capital da então colônia portuguesa, perdendo esta condição, para o Rio de Janeiro, já em 1763.

O estado brasileiro da Bahia limita-se dentro da região Nordeste, com os estados de Sergipe, Alagoas, Pernambuco  e Piauí. Não limita-se com os estados: Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão.

Curiosamente, a região nordeste, tem taxas entre 20 e 30 por cento de analfabetismo. Dentro desta região, os estados do Piauí, ao lado de Alagoas, batem os recordes em analfabetismo no Brasil, com índices superiores a 30%. Contudo, o Piauí, está entre os maiores produtores e beneficiadores de castanha-de-cajú do país. Também, é responsável por divisas significativas externas, a partir da exportação de limão e manga, alcançando com estes produtos os mercados internacionais de países na  Europa e os Estados Unidos. Sua capital Teresina, situa-se as margens do delta do rio Parnaíba, único a mar aberto nas Américas. Contudo, Teresina não fica a beira-mar. É uma das mais belas capitais brasileiras, com dunas e coqueirais  Já o Estado de Alagoas,  é o maior produtor de cana-de-açúcar da região Nordeste e o segundo no país. Com safra média anual em 20 t  perde somente para o estado do Paraná. Maceió, capital do estado alagoano, é próspera no turismo, tem localização privilegiada na orla oceânica, recebe turistas o ano inteiro, devido ao clima sempre elevado. Em Salvador, capital, encontramos a “cidade velha” – Pelourinho, com ruas estreitas e calçamentos antigos. Muito difundido através da série brasileira “Dona Flor e seus dois maridos” – cenário natural onde se desenrolou as gravações. A casa onde a “Dona Flor” residia no seriado, tornou-se ponto obrigatório para fotos e filmagens turísticas quando em visita a Salvador.

Do ponto onde chegamos na região Nordeste, não podemos deixar de darmos ao menos um pulinho até os estados do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.  Lembramos todavia, que já poderíamos haver avançado depois de estarmos em Goiás ( na região Centro-Oeste) para São Paulo, após atravessar um pequeno trecho em território mineiro. Optamos deliberadamente, por nossa proposta de “passeio cultural” em visitarmos a região Nordeste. Aqui chegando, ficamos encantados e maravilhados com tudo o que vimos. Nesse momento, encontramo-nos no estado brasileiro do Piauí, em sua capital Teresina. Daqui, vamos subir em direção norte, até a cidade de São Luiz, capital do estado brasileiro do Maranhão.

Observem os amigos, que este é um “passeio cultural” o que justifica a nossa trajetória, senão, o correto para um passeio “in loco” deveríamos, da cidade de Belém, capital do Pará, seguirmos para a cidade de São Luis, capital do Maranhão, daí a cidade de Teresina ( onde nos encontramos nesse momento) e daqui seguir para a cidade de Fortaleza, capital cearense, deixando esta capital em direção a cidade de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, para imediatamente seguirmos em direção a capital do estado da Paraíba – cidade de João Pessoa, seguindo pelo litoral passando pelas cidades de Olinda e Recife já no estado de Pernambuco. Daí para a capital alagoana – Maceió, para só então alcançarmos a capital baiana de Salvador.

Certamente a proposta pode continuar como de passeio cultural enquanto dentro do Brasil. Todavia, ao deixarmos  o nosso país, mais adiante, ingressando na Argentina, no extremo sul, com fronteira com o Rio Grande do Sul, vamos seguir uma linha retilínea no tocante ao rigor turístico de possibilidades reais em nosso “passeio cultural pelo globo terrestre”. – lembrando que o roteiro internacional, é de autoria de Robles Máximo. Nós, tão somente, traduzimos para o português e acrescemos algumas  “Notas”  objetivando oferecer mais informações aos brasileiros que nos privilegiem em seguir o nosso roteiro de turismo internacional.  

MARANHÃO/BRASIL
Voltemos agora para a cidade de Teresina, capital do Piauí. Daqui alcançamos a capital maranhense – São Luis. O estado brasileiro do Maranhão, tem a segunda maior costa litorânea do país. Um litoral de 640 Km. Perde somente para a Bahia.  Por esta razão, aparece entre os primeiros estados de maior fluxo turístico brasileiro. Possui cinco milhões de habitantes, dentre os quais, dois milhões e duzentos mil encontram-se em zonas rurais, o que confere a este estado, o maior índice de população rural do Brasil – 48%. Este estado, responde pela maior produção de pescado do país, destaca-se o caranguejo e o camarão. São Luis mistura uma arquitetura de ruas estreitas e casarões antigos, com modernas estruturas arquitetônicas.

CEARÁ/BRASIL
Da cidade de São Luís, capital do estado brasileiro do Maranhão, passamos para a capital do estado brasileiro do Ceará – Fortaleza. É um dos centros turísticos mais procurados do Brasil. Apresenta uma costa litorânea com 573 Km. Os atuais estados do Ceará, ao lado do Amazonas, em 1884, foram as primeiras províncias a declararem e adotarem a extinção da escravidão no Brasil. Neste Estado, ao sul, encontramos a maior concentração de fósseis do mundo, do período Cretáceo, ente 140 e 65 milhões de anos atrás. Fortaleza, sua capital, é uma cidade moderna, com traços de antiguidade. O Turismo, como já dissemos, é intenso, sobretudo, da Europa e Estados Unidos, com elevados números de turistas também brasileiros.

RIO GRANDE DO NORTE/BRASIL
Deixamos uma delícia de cidade, Fortaleza, e chegamos a outra aconchegante e moderna capital da região Nordeste – cidade de Natal. São indecifráveis as opções, a exemplo da cidade anterior, também oferecidos por Natal. Sem dúvidas, esta capital, encontra-se em vanguarda de atrativos a espera de um maior fluxo turístico. Não falta absolutamente nada na cidade de Natal, do ponto de vista a atender e receber o turismo nacional e internacional. Dunas de areias de até cinqüenta metros de altitude são encontradas no cenário da praia de Genipabu ao norte dessa fabulosa capital. Uma visão só obtida no deserto do Saara no Continente Africano. Contudo, em Natal, encontra-se próximo a praias, convidativas ao desfrutar em um mergulho em águas límpidas e deliciosas. O turismo ocupa a principal fonte econômica do Estado. O Rio Grande do Norte, beneficia 95% do sal produzido no Brasil. Curiosamente, em estatísticas do CCN, as mulheres deste estado, encontram-se nos maiores perfis de padrões de beleza do Brasil.

PARAÍBA/BRASIL
Deixamos o estado do Rio Grande do Norte em direção a capital do estado brasileiro da Paraíba, assim, chegamos a cidade de João Pessoa, com uma arquitetura barroca meio a novíssimas construções, em um ambiente de clima sempre quente, suavizado pela sempre e constante brisa do mar. De frente para o mar, encontramos vastas extensões de areias finas e uma paisagem repleta de coqueiros e palmeiras. O estado da Paraíba, também tem em suas bases econômicas de sustentação, o turismo. Concorre com Natal e Fortaleza em cenário natural e convidativo ao descanso e permanência. No sertão, encontramos o município de Sousa, com um dos mais visitados Sítios Paleontológicos do Planeta – Vale dos Dinossauros. Neste município, encontramos enormes pegadas de animais pré-históricos. No ano de 2000, a Paraíba passou a fazer parte do roteiro de vôos charter internacionais, dinamizando ainda mais ao turismo na região. Com uma produção média anual em torno de 4,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o estado da Paraíba disputa a ponta nacional de produção desse produto. Conta no ano de 2000, com 233 municípios, dentre os quais, 193 vivem imensas dificuldades devido a ausência quase que total de chuvas.  


PERNAMBUCO/BRASIL
Chegamos ao estado de Pernambuco, sua capital Recife, com um milhão e quatrocentos mil habitantes(2000), também conhecida como a capital nacional do frevo, responde, como as demais capitais de toda a região nordestina, por significativa parcela no turismo nacional e internacional. Uma forte e intensa vida, sustentada no radiantismo de sua gente, mantém altiva a alegria e o prazer em viver. Um povo hospitaleiro, de sorriso aberto, sempre pronto a bem atender e servir a todos os visitantes. Contudo, nem só de frevo e alegria vivem os pernambucanos. Este estado enfrenta o terceiro maior índice de mortalidade infantil antes do um ano de idade, devido a desnutrição, 6%. Em cada cem crianças nascidas, seis morrem antes de completarem um ano de idade.Em 2000, o estado de Pernambuco, possuía 185 municípios. O município de Gravata, é o segundo maior pólo floricultor do Brasil, perdendo só para São Paulo.

ALAGOAS/BRASIL
Ao deixarmos o estado de Pernambuco, avançamos até a cidade de Maceió, também litorânea, capital do estado brasileiro de Alagoas. Como as demais capitais da região Nordeste, conta com um cenário privilegiado por dunas e coqueirais. Segue a natural tendência ao turismo, por contar com um clima médio elevado e a vantajosa costa marítima. Estatisticamente, sete dos dez municípios mais pobres do Brasil situam-se no estado de Alagoas. O município brasileiro tido como o de piores condições econômicas, é o de São José de Tapera, no sertão, a taxa de óbitos da infância, antes de um ano, alcança o impressionante índice de 72%. Em cada cem crianças que nascem, estatisticamente, setenta e duas morrem pela desnutrição. O maior índice de analfabetismo registrado também no ano de dois mil, encontra-se nesse mesmo município, chegando a 36%. Contudo, o estado de Alagoas, como um todo, é um estado próspero, abrigando milhares de pessoas com excelentes níveis de vida. É contraditório! No mesmo lugar onde observamos pessoas bem nutridas e economicamente estabilizadas, encontramos  também a miséria,   fome e a falta de oportunidades. Os maceioenses, da capital Maceió, contam com melhores condições e oportunidades do que aqueles que residem no sertão. Setenta e oito por cento dos eleitores têm no máximo o primeiro grau, o que justifica os estágios de dificuldades encontrados pela população. Há um forte movimento de êxodo rural, devido as dificuldades do sertão, o que provoca um crescimento meio descontrolado da capital Maceió. A forte tendência ao abandono das péssimas condições de vida no sertão, eleva a concentração popular na costa marítima, aumentando as atividades na pesca e diminuindo as perspectivas agrícolas, na produção de cana-de-acúcar, algodão e café.  

SERGIPE/BRASIL
Deixamos o lindo cenário natural da cidade de Maceió, lamentavelmente cercado de dificuldades em relação ao sertão, e seguimos, em direção a capital do estado de Sergipe, sendo, esta, a formosa cidade litorânea de Aracajú. Sempre marcado pela forte movimentação turística, devido a constante e presença de grandes extensões de areia, dunas e coqueirais, como em toda a costa da região Nordeste, a cidade de Aracajú também apresenta fortes traços na arquitetura, herdados, de sua colonização e disputa entre portugueses e franceses. Sempre, observamos o contraste da paisagem natural e as arquiteturas moderna e antiga. Em toda a região Nordeste é marcante as dificuldades no sertão, provocadas pela seca. Ao mesmo tempo, também é constante e forte a impressão das riquezas naturais ao desenvolvimento turístico. Como nos outros estados dessa região, o abandono pelo homem do interior das atividades agrícolas é muito grande, o que eleva os percentuais de concentração principalmente nas capitais. O estado de Sergipe, é o menor estado, em área, do Brasil. Aracajú, fundada em 1855, foi a primeira cidade planejada do país, e teve forte participação na resistência francesa no período colonial. Nos índices nacionais, em dois mil, os sergipanos, surgem com 50% de sua população sabendo escrever somente o seu próprio nome.

MINAS GERAIS/BRASIL
Como havíamos subido de Goiás para a Bahia, e de lá fizemos um passeio por toda a região nordeste, desse ponto onde encontramo-nos, cidade de Aracajú no estado de Sergipe, atravessamos a Bahia até atingir Minas Gerais, maior estado da região Sudeste, com quase 600 mil quilômetros quadrados, e uma população de 17 milhões e meio de habitantes, concentra, desse todo, 2 milhões em sua capital, Belo Horizonte. Ocupa o primeiro lugar em produção de leite e café do país. Na produção de feijão, é o segundo do país, ficando atrás somente do Paraná no ano de 1999 – também, neste mesmo ano, alcançou a maior safra nacional na produção de frutas, onde 27% da produção de abacaxi no país, ocorreu em Minas Gerais. Duas de suas cidades, foram tombadas pela Unesco como patrimônio histórico da Humanidade, Ouro Preto e Diamantina. Em todo o estado de Minas Gerais encontramos fortes traços arquitetônicos do Brasil colonial. Sua indústria perde apenas para São Paulo. Fiat e Mercedes-Benz mantém montadoras nas cidades de Betin e Juiz de Fora, respectivamente, o que garante um bom teto mínimo de arrecadação em ICMS ao estado mineiro. Em 1997, os brasileiros acompanharam a complexa venda da Usiminas, localizada no município de Ipatinga, onde foi colocado 75% da produção nacional de minério de ferro, sob administração e controle de interesses economicamente privados. O desinteresse na alimentação de origem em matanças animais, e um hábito mais seleto e natural de nutrição, como vem ocorrendo em todo o mundo, faz com que a produção agropecuária caia vertiginosamente também em Minas Gerais, ainda que no ano de 2000, este estado, tenha mantido-se em primeiro em produção nacional neste setor. Cerca de duzentos municípios do norte e nordeste do estado de Minas Gerais, vivem sob a constante seca, criando o maior problema social a ser enfrentado pelo governo estadual, envolvendo, mais de dois milhões e oitocentas mil pessoas.

O turismo em  Minas Gerais, tanto se faz pelo aspecto arquitetônico e histórico local, como por encontrarmos em um mesmo estado, diversos marcos de pontos mais altos do país, aqui, se encontram, o 3o. 4o. 5o. 6o. 9o. e 10o. maiores referenciais de altura; destaca-se, como terceiro maior ponto em altura no Brasil,  o Pico da Bandeira, com 2.889,8 metros, localizado na Serra do Caparaó, entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Em 1789, devido ao acúmulo da dívida em impostos com a coroa portuguesa, 400 arrobas em ouro, ou 6 t. faz com que se deflagre o movimento historicamente conhecido como “Inconfidência Mineira” – onde culminou com o enforcamento e esquartejamento de Joaquim José da Silva Xavier, odontólogo, então conhecido como “Tiradentes”.  A Inconfidência Mineira, é tido historicamente, como o principal movimento a aquecer o favoritismo à independência do Brasil.  

ESPÍRITO SANTO/BRASIL
Deixamos o histórico estado mineiro e, em direção leste, passamos para o estado do Espírito Santo, atingindo sua capital a beira mar, Vitória, uma cidade limpa e aconchegante. Com pouquíssimas horas, a partir da capital, Vitória, podemos nos encontrar em paisagens variadas, serra, campo, dunas de areias finas e palmeiras, grandes extensões de praias marítimas. O estado, apresenta uma população de 2.990.000 habitantes. Como já nos referimos recentemente, quando passamos pelo estado de Minas Gerais, encontramos na divisa entre esses dois estados, o Pico da Bandeira, 3o. maior referencial em altitude no Brasil, com 2.889,8 metros. Vitória responde como o terceiro maior pólo exportador do país, por contar com os portos de Catuaba, Tubarão e Vitória. Com uma produção de vinte por cento do café nacional, essa atividade gera 500 mil empregos diretos e uma renda de quinhentos milhões de dólares. Mais novecentos milhões de dólares anualmente são comercializados em sua liderança nacional na produção de mármore e granito ornamental.  

RIO DE JANEIRO/BRASIL
Ao deixarmos a bela e aconchegante cidade de Vitória, colocamo-nos em direção ao estado brasileiro do Rio de Janeiro, também localizado na região sudeste. Um estado eminentemente praiano. Ocupa uma faixa estreita e comprida na costa atlântica. Na capital, com o mesmo nome do estado, Rio de Janeiro, encontramos diversas e incontáveis atrações naturais inteligentemente maximizadas em potenciais à fomentar o turismo. No Corcovado, entre uma cadeia de montanhas, foi colocado um imenso Cristo de braços abertos, saudando a todos os visitantes. No morro da Urca, uma outra cadeias de montes é transformada em atração turística, a partir de “bondinhos teleféricos”. A Pedra da Gávea, além da propagação de inscrições deixadas por civilizações milenares, é utilizada como ponto de saltos em asa delta. Copacabana, é divulgada no mundo inteiro em cartões postais. O Maracanã, maior estádio de futebol do mundo, é outro motivo aos altos índices de turismo. Tudo que acontece no Rio de Janeiro, por contar com a sede dos maiores centros de televisão do país, é motivo de difusão nacional e internacional, o que soma geometricamente à performance constante nas estatísticas de turismo. Um dos pontos máximos do fluxo turístico, encontra-se no mês de fevereiro, durante o carnaval.  Com a menor extensão territorial da região sudeste, no estado do Rio de Janeiro concentra-se a terceira maior população no país. Perdendo somente para São Paulo e Minas Gerais. A cidade do Rio de Janeiro, foi capital do Brasil por quase duzentos anos, de 1763 à 1960, quando a capital passou para o Distrito Federal de Brasília. Antes disso, foi sede do governo português.

Na atualidade, a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda e a Bacia de Campos, onde encontra-se a maior plataforma de petróleo do Brasil, aliados a cana-de-açúcar (expoente da produtividade agrícola), ao lado de diversas indústrias metalúrgicas,  fábricas e montadoras, além de um dos maiores centros de pequenas fábricas de iniciativa popular, restrita no atendimento personalizado de necessidades conjuntas, mantém economicamente este pólo humano e turístico. Estácio de Sá, em 1o. de março de 1565, no local hoje conhecido como Fortaleza de São João, na Urca, funda a Cidade do Rio de Janeiro. Neste mesmo local, Fortaleza de São João, encontra-se o Forte Velho, onde Tiradentes passou os últimos dezessete dias antes de ser enforcado, onde origina-se a denominação atual dessa cela, de “Cela 17”. É comum, na visita à “Cela 17”, em seu interior, pela manhã, os visitantes colocarem-se no ponto onde recebe alguns raios de sol. Ali, com os olhos fechados, tem-se, por empatia lítero-sugestiva histórica, a visão interna de “Tiradentes” em seus últimos dias. No Forte Velho, encontramos uma das maiores concentrações de canhões usados na defesa da Bahia de Guanabara contra as invasões francesas. Desse mesmo ponto, podemos ver o Forte Laje, local estratégico militar e,  do outro lado da Bahia, já no município visinho, avistamos a Fortaleza de Santa Cruz, local para onde eram levados os presos políticos durante a repressão militar. Na atualidade, dentro dos portões da Fortaleza de São João, encontramos, a Escola de Educação Física do Exército (onde é comum assistirmos aos treinos da seleção brasileira de vôlei ou de basquete; feminina e masculina) ou fazermos exercícios ao lado de jogadores da seleção brasileira de futebol. Seguidamente, em 1977, eu corria com o jogador Marinho da seleção de 1974 e tive o privilégio também, de conhecer e conversar com outro de nossos astros da Seleção brasileira de futebol -Rivelino. Encontramos nos limites da Fortaleza, a  Escola Superior de Guerra, além de duas pequenas ótimas praias, visitadas por jogadores de clubes cariocas e seleção brasileira, cantores, humoristas, atores e apresentadores. Aqui, conversei com o Didi (dos trapalhões) e em outro momento, com o ator Ari Fontoura, quando, no Forte Velho, fazia gravações como presidiário para a novela “Nina” – na ocasião, ele comentou do quanto em tempo e filmes eram gastos devido a utilização de mão de obra não qualificada de figurantes, tendo que repetir diversas vezes algumas tomadas, submetendo os atores profissionais a horas exaustivas meio ao sol e em lugares sem o mínimo de conforto. Enfim, só esta Fortaleza, na Urca, já abriga parte da história passada e faz o presente na rota de turismo no Rio de Janeiro.  Aterro do Flamengo, Arpoador, Leme e Leblon, ao lado de Angra dos Reis, são alguns dos locais onde encontramos belíssimas praias, certamente que lideradas, pelo renome internacional da praia de Copacabana.

Grandes problemas sociais, são atribuídos ao Morro da Rocinha, todavia, em nossa passada pelo Rio de Janeiro, visitamos especialmente a este morro, não vimos, durante nossa visita, que demorou algo em torno de quatro horas, nem mesmo pessoas fumando cigarros. Contudo, em nossa visita a outro Morro, tido como de classe econômica e cultural mais elevada “Morro de Santa Tereza”, já no bondinho que conduz à mansões, pudemos observar jovens, louros, de olhos verdes, bem vestidos, trocando dinheiro em “papelotes” de maconha. Visitamos uma destas mansões, muito ampla, de grandes pilares trabalhados, piscina. Conversamos com um jovem bem nutrido, louro, de olhos azuis, com dezenove anos. Seus pais estavam em viagem. Ele, só dividia a casa com amigos, fumavam livremente maconha e bebiam. Lá no Morro da Rocinha, encontramos uma senhora negra, pés descalços, mãe de um jovem negro, baixinho, que levou-nos à passear para conhecermos o local. Jogamos bola com uma turma conhecida sua e passamos, como já dissemos, quatro horas, sem ao menos ver cigarros.

Curiosamente, assim como em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, encontramos a única Brigada Militar do país, na capital do Rio de Janeiro, encontramos a única Brigada Paraquedista do Brasil. No Rio de Janeiro, encontramos também o Hospital Central do Exército brasileiro e a sede da Academia Brasileira de Letras.  

SÃO PAULO/BRASIL

Encontramo-nos no maior centro, ou pólo industrial do Brasil e América do Sul, estado de São Paulo. É muito comum assustarmo-nos com a superpopulação deste estado, isto é notado no aeroporto e principalmente na  rodoviária. É tanta gente de todos os lados ao mesmo tempo... uns indo, outros vindo, gente que sobe, gente que desce...Estado com uma densidade demográfica de 146 pessoas por quilômetro quadrado, São Paulo abriga 36.351316 (estatística IBGE 2000). Desses trinta e seis milhões e trezentos mil habitantes, trinta e três milhões encontram-se nos  centros urbanos, e três milhões em zonas rurais. São Paulo, no ano de dois mil, contava com um dos menores índice nacionais de analfabetos,   dois milhões e quinhentos mil, aproximadamente, 6,6% da população. Este índice, menos de 10% de analfabetos, só foi alcançado por  oito estados brasileiros, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Amazonas, Roraima e Amapá.. Em São Paulo, somente 2% de matrículas aparecem com destino ao nível superior – já ao ensino fundamental, foi registrado 6.226.174 matrículas, e para o nível médio, 2.079.000 estudantes. PIB – 40% indústrias e 55% serviços // Participa com 36 % do PIB Nacional. As principais indústrias paulistanas: metalúrgicas, alimentícias, de eletroeletrônicos e automobilísticas. Na agricultura, em 1999, a média anual da safra por produto, contou com  97 milhões de toneladas de cana-de-acúcar, ainda, milho, soja, tomate, batata-inglesa, feijão, uva, algodão, arroz, laranja, café. No ano de 2000, dez milhões de habitantes, dos trinta e seis de todo o estado, encontravam-se na capital, de mesmo nome “São Paulo”. Todos os dados supra, em proporções e referências, servem também para a capital, distribuindo-se aos demais municípios. Segundo dados da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento do Município (capital), em 1996, encontrávamos dois milhões de favelados na cidade de São Paulo. Em 1532, Martin Afonso de Souza, funda a primeira vila brasileira “São Vicente” no litoral. Os colonizadores, anos depois, seguem em direção ao planalto, fundando uma série de municípios, dentre os quais, São Paulo, já em 1554. O Estado de São Paulo, compõe a região Sudeste, ao lado do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.  

PARANÁ/BRASIL
Saímos assim, da região sudeste, entrando na região Sul, composta pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O Estado do Paraná, é nacional e internacionalmente conhecido por seu sistema de trânsito, com os menores índices de acidentes. A disciplina tanto por parte dos condutores de veículos como pelos pedestres, garante este “status” ao Paraná.  É conhecido por seu sistema tecnológico educacional avançado.

O estado brasileiro do Paraná, recebe anualmente, cerca de 700mil turistas, pela exuberante queda d’água das cataratas do Iguaçu. Este estado, conta com a Hidroelétrica de Itaipu, a  maior do mundo. Sua capital, Curitiba, encontra-se a 900 metros de altitude em relação ao nível do mar, é a capital de maior altitude do país. Em 1971 surge o primeiro calçadão no Brasil, Jayme Lerner foi o autor do projeto que deu à Curitiba esta vanguarda arquitetônica.

O estado do Paraná, é um dos maiores pólos automobilísticos do país. Também, é o estado que mais produz soja, a sua safra em 1999 chegou a marca de 7,7 milhões de toneladas, 25% da produção nacional de soja. É o segundo maior estado produtor de batatas. Como os demais estados, devido a elevação da busca por qualidade de vida, a partir da alimentação, os produtos de origem animal encontram-se em queda, ano após ano.

A província do Paraná ganha independência em 1853. A colonização gaúcha teve forte influência no cultivo da erva-mate, o que impulsiona fortemente a economia do Paraná já no final do século XIX.

No ano de 2000, o Paraná contava com uma população de 9.492.790 habitantes. Em sua capital, Curitiba, concentrava-se, desse montante, 1.618.279 (dados IBGE).  

SANTA CATARINA/BRASIL

Passamos para o estado de Santa Catarina, marcado por um litoral de grandes extensões de areia na beira-mar – 561 km de costa. Também com um forte potencial ao turismo, atrai milhares de brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios às suas areias encantadas. Santa Catarina, menor estado da região sul, com menor população, encontra-se como elo obrigatório àqueles que dos demais estados brasileiros, por terra, dirijam-se ao Rio Grande do Sul. Sua capital, Florianópolis, conta com uma população de 285 mil habitantes, somando o estado, 5.168.808 ao todo (IBGE – 2000).

No inverno, Santa Catarina recebe um grande fluxo de turismo devido a presença de neve na região.

No século XVI, mais especificamente em 1532, durante a expedição de Sebastião Caboto, surge o nome Santa Catarina, atribuído à ilha dos Patos, passando a ser adotado em toda a região. O território de Santa Catarina, em 1534, é doado ao irmão de Martim Afonso de Souza, donatário da capitania de São Vicente. Assim, Pero Lopes de Souza, dá os primeiros passos à exploração efetiva dos potenciais catarinenses. Contudo, somente no século seguinte, XVII, se processa os movimentos significativos de colonos na região.

O estado brasileiro de Santa Catarina, ocupa a dianteira nacional na produção de cebolas, segundo em produção de maçã, liderado pelo Rio Grande do Sul. Produz muito bem, milho, arroz e soja.  

RIO GRANDE DO SUL/BRASIL
Em direção sul, é o Rio Grande do Sul, o último estado da região sul e brasileiro. Com uma população em 2000 de 10.077.267 habitantes, de onde 1.321.886 encontram-se em sua capital, Porto Alegre, distribuindo-se o restante em 497 outros municípios, o Rio Grande do Sul é o estado mais populoso desta região, seguido pelo Paraná e Santa Catarina. Com um folclore muito definido, este estado reserva traços e costumes muito particulares. A bombacha e o chimarrão são os principais elementos de seus costumes gaúchos. Este estado, devido a sua história, mantém acesa a chama crioula, símbolo de suas tradições. Certamente que ao andarmos em Porto Alegre, capital, dificilmente encontraremos um gaúcho vestido tipicamente (pilchado) ou uma moça ou senhora com vestidos rodados, com saia de armação (prenda). Todavia, ao seguirmos em direção a serra ou aos pampas, isto já torna-se mais comum. Homens no interior são encontrados dentro de uma linha eminentemente tradicionalista, as mulheres raramente.

Em São Borja e São Miguel, encontramos ainda hoje, ruínas das povoações jesuítas de 1600. Em Alegrete, destaca-se a Capela Queimada e a ponte do Ibirapuitã, onde travou-se por três anos,  guerras contra a invasão Argentina, ocorrida entre os anos 1825 e 1828. Lamentavelmente, nesta mesma cidade histórica do ponto de vista tradicionalista, em 1996, na praça principal de Alegrete e em quase todos os CTG’s, com exceção do CTG Honório Lemos, a “chama crioula” -símbolo máximo das tradições gaúchas, encontrava-se acesa sob um sistema artificial de gás, relegando-se a estopa banhada em óleo, à um plano meramente literário.  Muitas são as cidades com forte participação na história do Rio Grande do Sul. Bagé, Pelotas, Palmeiras das Missões, Vacaria, Caxias, Santo Ângelo, São Borja,Uruguaiana, Santana do Livramento, São Gabriel, Vacaria, Ijuí, Rio Grande, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Chuí, Gravataí, Alvorada, Viamão, Tiradentes, Machado de Assis, Osório,(...)

No futebol, os clubes Internacional e Grêmio na capital, Juventude, Bagé e Guarani no interior, garantem os maiores espetáculos, dividindo os adeptos desse segmento.

A cidade de Livramento, fronteira com o país vizinho do Uruguai e a cidade de Uruguaiana, fronteira com o país da Argentina, ganham intenso movimento turístico, além da serra, Caxias, Canela e a capital nacional do cinema, Gramado, onde todos os anos, ocorre o maior festival de cinema do Brasil.

Os espanhóis dominaram por sessenta anos as áreas do Prata, onde localiza-se o Rio Grande do Sul. Isto entre 1580 e 1640. Devido a este domínio, a expansão é facilitada, chegando os primeiros sertanistas. Também, chegam imediatamente aos sertanistas, os bandeirantes paulistas. Nesta época, nas missões do Paraná e Paraguai, desenvolvidas pelos padres jesuítas da companhia de Jesus, nos limites do atual estado brasileiro do Rio Grande do Sul, encontramos aldeados, os índios guaranis. Os padres jesuítas são atacados pelos bandeirantes paulistas, que buscam fazer escravos aos índios. Assim, os padres deslocam suas aldeias para o sul, ao longo do rio Uruguai. Esta movimentação atrai aos interesses coloniais, precipitando a migração de famílias açorianas à, então, capitania de São Pedro do Rio Grande. Em 1737 é criada uma forte base militar na embocadura da lagoa dos Patos, de onde se originou a atual cidade portuária de Rio Grande. Em 1747, é fundada a vila de Porto dos Casais, atual Porto Alegre, capital gaúcha. Confrontos se processam entre Portugal e Espanha durante a demarcação decorrente do Tratado de Madrid, de 1750. Os índios guaranis, resistiam as forças espanholas e portuguesas, que por sua vez, disputavam o território.

Grande é a participação do Rio Grande do Sul na independência do Brasil. Contudo, devido ao centralismo do império, entre 1835 e 1845, o Rio Grande do Sul declara guerra contra as forças imperialistas, revolta esta, que ficou conhecida como Guerra dos Farrapos, devido as condições precárias das frentes de lutas gaúchas. Os saldados, enrolavam sacos de estopa na cintura, passando por entre as pernas e voltando a amarrar na cintura, o que virou um traje “chiripá farroupilha”.

Entre os principais vultos da história gaúcha, encontramos Honório Lemos Nogueira (conhecido como “leão do Caverá, ou, também, lanceiro do Caverá”) primo irmão de Orfelina Pacheco Nogueira, esposa de Olívio Carabajal, pai de Manoela Cacilda Carabajal Lopes, descendente de Don Gonzalo de Carvajal, que por sua vez é descendente de Don Bermudo II, Rey de León na Espanha. Olívio Carabajal, é descendente ainda de Don Cristóbal Colón de Carvajal y Maroto “Duke de Deragua”, descendente direto de Cristóbal Colón, descobridor da América. Entre outros vultos da história do Rio Grande do Sul, encontramos: Júlio de Castilhos, Pinheiro Machado, Borges de Medeiros, Luís Carlos Prestes, Bento Gonçalves, Getúlio Vargas, Oswaldo Aranha, Ildo Menegetti. Na história recente do Rio Grande do Sul, encontramos, Miguel Jackes Trindade, Edgar Hudson, Alceu Colares, Leonel Brizola, Antônio Brito, José Rubens Pillar, Nilo Gonçalvez, João Fagundes, “Bagre e Neto Fagundes”, Nelson Marchezan, Vasco Antônio Baratto, Pedro Américo Leal, Bráulio de Oliveira Neto, Carlos Salzano Vieira da Cunha, Oscar Carpes,  Carlos Cezar Araújo, Ivan Castro, Otávio Armando Grossi, Garrastazu Médici, Amaral de Souza, Nilo Peçanha, , Olívio Dutra,(...)

O Rio Grande do Sul encontra-se entre os estados com melhor aproveitamento e rendimento escolar, de onde destacam-se também nesta área: - no extremo norte, os estados de Roraima, Amazonas, Rondônia e Amapá, -  no Sul; Santa Catarina, - Sudeste; São Paulo e Rio de Janeiro, -  Centro Oeste, o Distrito Federal.

O Rio Grande do Sul, é o maior produtor nacional de grãos: soja, milho, feijão, trigo, arroz. É também o estado que mais produz maçã no Brasil.

Com o setor industrial muito desenvolvido, recebe no segundo semestre de 2000, um forte  reforço pela instalação da  indústria automobilística General Motors.

Este estado tem uma das maiores variações na paisagem e clima, o que o torna um estado potencialmente turístico. Com costa marítima, Tramandaí, Capão da Canoa, Pinhal, Torres e Praia. do Farol e Praia do Cassino, garantem, no verão, um grande fluxo de ao veraneio.

A priorização da saúde e educação, torna o Rio Grande do Sul, o estado da federação com melhor qualidade de vida (ao lado do Distrito Federal). O mais elevado índice de desenvolvimento humano, maior expectativa de vida e também maior renda média individual da população, são também marcas nacionais do Rio Grande do Sul. Neste estado, encontramos as melhores faixas de escolaridade entre a população. Sua organização e qualidade de vida, chega a  todos os estados da federação. Através dos CTG’s – Centros de Tradições Gaúchas, oferecendo segurança e opções sadias de entretenimento, cultura e lazer aos gaúchos que estão fora do Rio Grande do Sul. Os CTG’s, já encontram-se em diversos continentes no mundo inteiro, garantindo aos migrantes gaúchos, onde encontrarem-se, adaptação e um meio social propulsor à conquista de seus ideais.

Desse ponto, partimos para o turismo internacional, o primeiro país, após deixarmos o Brasil, pela fronteira do Rio Grande do Sul, é a Argentina.  
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Nas páginas seguintes, acompanhe-nos nessa aventura turística internacional, em nosso: PASSEIO  CULTURAL  PELO GLOBO TERRESTRE...

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